
Neste 11 de fevereiro, Festa de Nossa Senhora de Lourdes, a Igreja Católica Apostólica Romana celebra o Dia do Doente, data que convida à reflexão sobre o sentido cristão do sofrimento e à valorização daqueles que dedicam sua vida ao cuidado dos enfermos. No Regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende os estados da Bahia e de Sergipe, esse cuidado ganha rosto e presença concreta por meio da Pastoral da Saúde.
Organizada em arquidioceses e dioceses, paróquias e comunidades, a Pastoral da Saúde atua em três dimensões complementares: solidária, comunitária e sociotransformadora. Na prática, isso significa que homens e mulheres — leigos, religiosos e religiosas — saem ao encontro de quem mais precisa: visitam casas, percorrem hospitais, acompanham idosos, escutam familiares e oferecem não apenas palavras de fé, mas presença, escuta e esperança.
Nos corredores hospitalares, muitas vezes marcados pelo silêncio e pela apreensão, os agentes da Pastoral da Saúde se tornam sinal de proximidade. Rezam com os pacientes, leem a Palavra de Deus, ajudam a preparar o coração para a recepção dos sacramentos e, sobretudo, escutam. Em um tempo em que a dor pode gerar isolamento, a visita se transforma em gesto concreto de fraternidade.
Nas comunidades, o trabalho também é constante. A Pastoral organiza visitas domiciliares a pessoas acamadas, idosos que vivem sozinhos e famílias que enfrentam doenças crônicas. Em muitos casos, o agente é quem percebe necessidades básicas, articula apoio da comunidade e comunica ao pároco a situação daqueles que desejam receber a Eucaristia ou a Unção dos Enfermos.
A missão vai além do aspecto espiritual. A dimensão comunitária inclui ações de orientação preventiva, incentivo aos cuidados com a saúde e promoção da dignidade humana. Já a dimensão sociotransformadora estimula a participação em conselhos de saúde e no acompanhamento das políticas públicas, reforçando o compromisso da Igreja com a defesa da vida em todas as suas etapas.
No Regional Nordeste 3, a atuação da Pastoral da Saúde se destaca pela capilaridade e pela dedicação silenciosa de seus agentes. Em cidades grandes ou em pequenas comunidades do interior da Bahia e de Sergipe, o serviço é movido pela espiritualidade do cuidado, inspirada no próprio Cristo que se aproximava dos doentes, tocava suas feridas e devolvia esperança.
Ao celebrar o Dia do Doente, a Igreja recorda que a enfermidade não anula a dignidade da pessoa humana. Pelo contrário, revela a necessidade de comunhão e solidariedade. A Pastoral da Saúde, com sua presença discreta e fiel, torna visível essa verdade: ninguém deve sofrer sozinho.
Mais do que um serviço organizado, trata-se de uma vocação. Uma missão que transforma não apenas quem recebe a visita, mas também quem a realiza. No encontro entre fragilidade e fé, nasce um testemunho silencioso de amor que sustenta a caminhada da Igreja no cuidado com os que mais precisam.